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Estádio das Antas


Estádio das Antas

Inaugurado a 28 de Maio de  1952


José Bacelar era um cidadão com poses, era portista ferrenho, e além disso era o sócio número 1 do clube. Estes três predicados juntos levaram José Bacelar a pagar, do próprio bolso, o primeiro dia de salário a todos os operários do Estádio das Antas. A factura da generosidade ficou em 675$00. O gesto foi mais do que simbólico. As finanças do clube andavam no vermelho (cor indesejada por todas as razões),  e aquela foi a única forma de dar sequência à primeira pedra, lançada em dezembro de 1949.

Mas a história das Antas é longa, lenta, e nada tranquila. Começou em 1933, quando numa Assembleia Geral, os sócios concluíram que o Campo da Costituição já não tinha medidas para a grandeza do clube. Por unanimidade resolveu-se mudar de palco, mas só em 1937 foi pedido um empréstimo obrigacionista. Passou mais de uma década e foram comprados os primeiros 48.000 metros quadrados de terreno, na zona das Antas. Só que faltavam 15.000 metros quadrados, e o dinheiro não abundava. Eis que o padre Marcelino da Costa, portista católico, lança a "campanha dos golos". Por cada golo marcado, o clube depositava um escudo no Montepio Geral. Era apenas o isco para os adeptos "marcarem" também os seus próprios golos, coisa que algumas centenas fizeram com arte.

A solidariedade da população ergueu o sonho. Entre as iniciativas, destacam-se dois grandiosos "cortejos de materiais". Dezenas de camiões, autocarros, e furgonetas cheias de materiais de construção, seguiram em direcção ás Antas carregadas de generosidade.

A 26 de Junho de 1951 foi lançada a semente da relva, e a 28 de Maio de 1952 o General Craveiro Lopes, Presidente de Portugal, cortou a fita ao lado de Urgel Horta, então Presidente do F.C.Porto.

As Antas fecharam os olhos ao fim de 1.002 jogos oficiais, 803 vitórias, 119 empates, 80 derrotas, 2.649 golos marcados, 610 sofridos.
























































 




 





















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